Sou Graça Melo,
Pedagoga, Orientadora Educacional por opção. Trabalho nesta Instituição
(COOPEJI) há sete anos, atendendo crianças, adolescentes, jovens e adultos em
suas dificuldades cognitivas e sociais. Acredito na pessoa humana e na
capacidade que cada pessoa tem de se superar e tornar-se alguém melhor, desejo
muito que um dia esse mundo seja mais humanizado, creio numa educação grávida de
sonhos, e acredito também que a educação é a saída para a reconstrução de homens
dignos.
O tema da redação do Enem muda a cada ano. Sempre são propostos temas atuais, que têm a ver com a realidade do próprio estudante que faz a prova. Antes de partir para a escrita, o participante é instigado a refletir sobre o tema por meio de textos de outros autores.
As competências na redação
Demonstrar domínio da língua culta: você deve usar a norma-padrão da língua portuguesa, que é o registro adequado para um texto formal como a dissertação. Serão examinadas concordância das palavras, regência, pontuação, flexão, ortografia e pontuação.
Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos de várias áreas do conhecimento para desenvolver um tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo: para construir seu texto, você pode buscar informações em todas as áreas do conhecimento, desde que não fuja da proposta. Feita a seleção de dados, é hora de construir relações entre os conceitos, interpretá-los e, assim, montar sua dissertação.
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista: o que conta não é a quantidade de informações, mas a qualidade. Você deve buscar informações em seu repertório de conhecimento e só usar o que é interessante para abordar o tema.
Demonstrar conhecimento dos mecanismos lingüísticos necessários para a construção da argumentação: esta competência se relaciona à defesa do seu ponto de vista de forma articulada, baseado em argumentos fortes e consistentes.
Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, demonstrando respeito aos direitos humanos: você deve pensar em propostas inteligentes para lidar com o tema abordado e apresentá-las de forma clara e convincente. O foco principal é o respeito aos valores humanos.
A redação é parte integrante da prova do Enem, por isso é importante não deixar de fazê-la. Além de avaliar sua competência de leitura e escrita, os participantes estarão garantindo um melhor resultado no exame.
A competência de leitura será avaliada por meio da correta compreensão da proposta. Como se sabe, a proposta de redação do Enem não se resume ao tema.
Há um conjunto de pequenos textos, verbais e não-verbais, que constitui um contexto no qual está inserido o tema. Deixar de ler ou mesmo ler de forma errada ou desatenta os textos pode levar o participante a desenvolver um tema diferente do que foi proposto, o que implicará a desconsideração de seu texto.
É importante ainda saber que o desenvolvimento do texto deve ser feito na estrutura dissertativo-argumentativa; caso contrário, a redação será também desconsiderada.
A dissertação está relacionada com a defesa de um ponto de vista, de uma opinião e, para isso, é preciso saber argumentar.
Embora tenha o mesmo peso que as demais para a constituição da média de redação, essa competência acaba tendo uma maior relevância, uma vez que o não-atendimento do que ela determina resulta na desconsideração do texto não só nessa competência como nas demais, o que significa que a redação terá nota zero.
Outro aspecto avaliado na redação é o da variedade lingüística utilizada. Para o desenvolvimento do tema proposto, é necessário o uso da língua escrita culta, ou, em outras palavras, do português escrito padrão.
Para evitar deslizes ortográficos ou mesmo desvios gramaticais, como de concordância ou regência, recomenda-se que o aluno escreva antes um rascunho e só depois de uma boa revisão passe sua redação a limpo no espaço adequado.
Pela competência III (Defender um ponto de vista por meio da seleção, organização e interpretação de informações, fatos, opiniões e argumentos), considera-se a coerência ou a boa formação do texto, que depende não só de conhecimentos lingüísticos, mas também do chamado “conhecimento do mundo”.
A competência IV (Fazer uso adequado dos recursos léxicos e gramaticais necessários para a construção da argumentação) irá revelar a capacidade de articular as partes do texto.
Aqui é importante o uso correto dos mecanismos articulatórios da língua, os instrumentos de coesão, como os conectivos, os tempos verbais, a pontuação etc.
Por fim, temos a competência V (Elaborar proposta que contribua para a solução do problema tratado no texto, respeitando os valores humanos e a pluralidade cultural). O que o participante deve fazer é incluir em seu projeto de texto uma proposta de intervenção para a solução do problema tratado no texto.
Essa competência é reveladora da capacidade de reflexão crítica sobre a realidade e da participação responsável nas mudanças necessárias dessa realidade. Ao incluir essa competência em seu exame, o Enem sinaliza para o papel da escola como formadora de cidadãos.
A proposta de redação inclui ainda algumas recomendações, como a que se refere ao número de linhas. É difícil imaginar um texto com um mínimo de consistência argumentativa com menos de 15 linhas.
Outra recomendação explícita diz respeito ao gênero a ser utilizado. O texto deve ser escrito em prosa e não em verso. Seria difícil uma avaliação objetiva e uniforme de textos em forma de poema.
Deve se evitar ainda redações em forma de diálogo, pois esse tipo de estrutura é mais freqüente na narração do que na dissertação.
Embora não haja na prova recomendação quanto ao tipo de letra a ser usado, é evidente que o texto precisa apresentar um mínimo de legibilidade. Se os participantes do Enem levarem em conta todas essas recomendações, por certo terão um bom desempenho na prova de redação.
1. Mantenha-se atualizado em relação aos grandes problemas brasileiros (sociais, políticos, culturais, ambientais etc.), lendo revistas e jornais. Só assim você enriquecerá seu repertório de informações e argumentos para opinar, de forma consistente, sobre o tema proposto.
2. Procure conhecer o modelo de redação do ENEM, tomando contato com as propostas dos exames anteriores e, se possível, desenvolva essas propostas a título de exercício. Peça que seu professor de língua portuguesa avalie seu desempenho.
3. Na hora da prova, leia com a máxima atenção a proposta apresentada, procurando entender o que dizem os textos que a compõem. Lembre-se de que esses textos não podem ser ignorados no desenvolvimento de sua redação.
4. Ao desenvolver seu texto, você deve fazê-lo por meio de uma dissertação argumentativa e não de uma narração. Evite escrever em forma de diálogo.
5. Use a língua escrita culta, ou, em outras palavras, o português escrito padrão. Evite, pois, a linguagem popular ou a gíria.
6. Ao redigir seu texto, além de expor informações e argumentos, procure se posicionar diante da situação-problema presente na proposta.
7. Faça antes um rascunho e, na hora de passar a limpo seu texto, proceda a uma boa revisão.
8. Desenvolva seu texto com coerência e de forma bem articulada. Esses dois aspectos também serão avaliados e receberão nota.
9. Não se esqueça de incluir em seu projeto de texto uma proposta de solução para o problema tratado no texto.
10. Escreva no mínimo 15 linhas e use uma letra legível.
O recesso está chegando, porém para quem está pensando num futuro brilhante e no vestibular nada de recesso. Aproveitem para fazer algumas revisões. Passem na biblioteca da COOPEJI e tirem cópias de um material legal para estudos.
* 65 fichas de resumo, todo conteúdo mastigado para vocês estudarem.
*Dossiê apagão, energético, aério, logístico....
*Dossiê Iraque
*AQUECIMENTO, a ONU reconhece as alterações climáticas.
*VIOLÊNCIA, a estrutura política é a parte do problema.
*62 temas que caem nos vestibulares
*Análise de redações da UNICAMP.
* Abaixo, alguns sites com simulados para testar seu conhecimento, basta clicar no endereço e fazer os testes.
Analisar o
rendimento do filho no primeiro bimestre e fazer uma projeção para o segundo é
tarefa importante, ainda que desgastante. Mas o que fazer se as médias se
mostram insatisfatórias para uma promoção de série? Como ajudá-lo? Como
enfrentar esse desafio sem com isso desgastar-se com ele?
Creio que
é de suma importância uma análise conjunta: família e escola. Ao falar em
família, refiro-me ao pai, à mãe e ao filho, que em parceria com a Orientação
Educacional ou com os professores, devem tentar detectar as possíveis falhas e
soluções para os próximos bimestres que estão por vir. Ainda há muito tempo e
chances, mas não se pode aguardar que as coisas aconteçam para que então se
tomem providências.
Neste
contato com a orientação, procure saber quais objetivos esperados pela
disciplina no primeiro semestre não foram atingidos. Exponha ainda qual a forma
de estudo do seu filho e tente, até mesmo com ele, estudar outras possibilidades
e formas para a fixação e entendimento dos conteúdos.
É notável
a diferença que faz quando o professor de determinada disciplina atua
diretamente com o aluno, revendo suas necessidades, proporcionando-lhe
confiança, aumentando, assim, a sua auto-estima.
Ao
perceber seu professor envolvido totalmente com a busca de soluções para suas
dificuldades, o aluno empolga-se e vê que possui aliados interessados em seu
crescimento e melhoria.
Algumas
atitudes de ordem prática também se fazem necessárias: verificar na escola se
esta pode indicar um bom professor para aulas de reforço, e de que maneira essas
aulas podem ajudar em que horário é melhor. Verifique se, nas aulas de reforço,
trabalham-se os conteúdos novamente ou revêem-se questões básicas necessárias
para o entendimento dos próximos desafios.
Após serem
tomadas todas as providências que digam respeito à reelaboração dos conteúdos
defasados, aí sim chega a hora de uma conversa diferente com seu filho.
Diferente porque, se o ritmo adotado até então não resultou no efeito desejado,
é hora de mudar. E o filho precisa estar comprometido com essa
mudança.
Faça-o
perceber o quanto é importante uma nova postura para que se tenha satisfação ao
final do processo e o quanto é importante, em qualquer aspecto de nossas vidas,
percebermos que, quando uma ação não nos traz retornos benéficos, é preciso
encontrar outros caminhos e ainda que, não havendo uma mudança radical no seu
comportamento diante dos compromissos escolares, mesmo o esforço despendido até
então vai levá-lo ao fracasso.
Dialogar é
o melhor caminho e, no diálogo, deve-se colocar firmemente os limites, relembrar
o filho de suas responsabilidades e estender a ajuda naquilo que for preciso
para que ele cresça, sem deixar de lembrar, porém, que o resultado positivo é
individual e que ele depende única e exclusivamente de seu empenho para superar
as dificuldades.
Assim, com
uma posição firme dos pais de encarar o estudo como a maior responsabilidade do
filho neste momento, há possibilidade de uma posição pró-ativa por parte do
aluno, não só no que diz respeito à escola, mas também à vida.
Prof.
Joseph Razouk Junior é Gerente editorial do Centro de Pesquisas
Educacionais Positivo.
A escola COOPEJI está muito felizem tê-los conosco nesta longa e gratificante caminhada rumo ao crescimento social e cognitivo de vossos filhos. Nessa caminhada encontramos e encontraremos muitos desafios que só serão vencidosse dermos as mãos numa grande parceria sem tréguas. Estamos vivendo em tempos de grandes turbulências, crises de valores, desencontros afetivos e individualidades que se misturam a egoísmos. A mídia nos mostra a todos os instantes as conseqüências da falta de amor em todas as suas dimensões tanto na família, na escola, no trabalho e no cotidiano das pessoas. Precisamos resgatar valores urgentes caso contrário seres humanos se autodestruirão sem piedade. Por isso nossa escola está aceitando parceria de todos vocês no sentido de desenvolvermos valores em nossos alunos.
Para iniciar esse trabalho faz-se necessário que cada um de nós pais comece em casa ainda hoje:
Resgate a cumplicidade e a confiança entre pais e filhos
Sente-se ao lado do seu filho nas tarefas escolares todos os dias, mesmo que você não saiba Matemática, Português...., só o fato de estar ali ao lado dele fala por si só.
Organize o lazer de seu filho e participe com ele de momentos de descontração e relaxamento.
Valorize suas conquistas e incentive-o a ir mais além, elogios são bem vindos e necessários.
Fale de amor, justiça, solidariedade e respeito
Fale de perdão, de tolerância, de honestidade e lealdade e vivencie isso.
Fale o quanto você o ama e deseja o bem para ele(a)
Não permita que ninguém jamais ocupe seu lugar de pai ou mãe
Demonstre sua autoridade sem autoritarismos, com um amor incondicional
Transmita seus valores religiosos com ética e coerência para seus filhos
Fale Não quando for necessário e explique o porquê
Fale Sim quando for Sim e explique as conseqüências de más atitudes
Cobre as responsabilidades acessíveis a ele(a)
Tenha coragem de assumir suas falhas junto aos filhos e peça perdão.
Não eduque seu filho com agressões tanto físicas com verbais, pois gente conversa, dialoga e cresce, agressões demonstra somente o quanto somos fracos.
Visite a escola semanalmente, fale com os educadores, supervisores, orientadores, fale de aprendizagem e também de comportamento, mas venha com amor, com o coração aberto para entender os desafios que seu filho está enfrentando.
Respeite a privacidade de seu filho, de forma responsável e dialogada determinando limites.
Jamais diga que não tem tempo para o seu filho, pois logo ali na esquina tem “gente” querendo ocupar seu lugar e com muito tempo.
São apenas alguns caminhos importantes na educação de nossos filhos que se de alguma forma forem praticados produzirão frutos em abundancia.
Em
primeiro lugar, dúvidas em relação à escolha de profissão não é um privilégio só
seu. Escolher uma profissão não é somente decidir o que fazer, mas,
principalmente, decidir quem ser. Assim como você, milhares de jovens apresentam
as mesmas dúvidas e enfrentam a mesma dificuldade, estão passando pelo mesmo
momento. Isso pode não ser um grande conforto, mas para se tomar uma decisão tão
importante como essa é necessário pensar muito a respeito sobre essa
escolha.
No Brasil, cerca de 20% dos
universitários desistem nos primeiros anos do curso e isso se deve, em grande
parte, pelo fato de não se identificarem com opção que fizeram ou pela falta de
informações sobre os cursos, profissões, etc. Assim, pense bastante antes de
escolher algo, para diminuir a possibilidade de uma escolha não acertada.
Portanto, relaxe para tomar uma decisão que seja pensada com
calma.
O número de vestibulandos de
retorno é assustador. As salas dos cursinhos estão cheias de alunos que já
experimentaram o gostinho de passar no vestibular, mas desistiram do curso. Tudo
porque não gostaram da carreira escolhida. O que mais se escuta é: "; Não
consigo me enxergar em nenhuma profissão".; “Eu passei e não fiz porque não
tenho certeza.”; “Não era o que eu queria!”; “Acreditava que era diferente e
quando estava no final do primeiro ano, ví que não era bem isso que seria bom
para mim.”
De acordo com a nossa constituição
pessoal, com o nosso modo natural de ser, acha-se o nosso modo de fazer, nosso
estilo de vida e, conseqüentemente, nossa espontaneidade para determinados tipos
de atividades e nossa aversão instintiva por outros. Além disso, do que adianta
optar por algo sem refletir e depois descobrir que faltaram informações
para tomar uma decisão mais acertada?Saiba que será uma escolha sua e que
envolve um ato de coragem além de ser uma oportunidade de poder batalhar por
aquilo almeja.
Procure refletir sobre seu projeto
de vida, o que o leva a escolher determinado curso. Pense no que você quer para
seu futuro e o que fazer para alcançá-lo. A escolha de um curso envolve uma
série de fatores como o reconhecimento da sociedade, status, possível retorno
financeiro, etc. Mas, também tem outro lado, ter que colecionar
empregos, dificuldades do curso, do vestibular e etc. Saiba que se
identificar com a profissão e querer ser é uma coisa, no entanto escolher
um curso sem saber sobre a prática do profissional é outra
coisa.
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